A noite chegou mansa, como se o céu tivesse decidido respirar mais devagar.
Joana caminhava pela praia quase vazia, os pés afundando levemente na areia fria, enquanto o som das ondas parecia repetir um segredo antigo. Desde criança, ela dizia ver coisas que ninguém mais via — luzes silenciosas cruzando o céu, formas que não pertenciam ao mundo conhecido. Cresceu ouvindo que era imaginação. Nunca acreditou nisso.
Naquela noite, porém, não havia dúvida.
Ele estava ali.
Não chegou com estrondo, nem